sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Definitivamente na mão do palhaço...



Sexta tentativa de texto nas últimas três semanas e, por consequência, cansando. É um tanto desgastante não conseguir terminar um pensamento ou, simplesmente, esquecer o assunto que desejava abordar, o que, de forma vergonhosa, aconteceu algumas vezes ao longo destes últimos dias.
Ainda assim, estou impressionada, fui capaz de reter um conflito na minha cabeça, apesar de não saber precisamente como aborda-lo. Será algo que virá ao longo da escrita e existe a possibilidade de não ser muito coerente.

Acabei passando por uma situação incomum e imprevisível há alguns dias, que, pela primeira vez, me fez pensar sobre um desejo embutido, de certo modo, em todos nós: aparecer. Uns almejam mais, outros, menos.
Acontece muito de o grande gatilho vir de uma ocorrência em particular. A pessoa não supunha que tinha tal sentimento, até que se vê no centro das atenções por um momento. Há uma sensação de felicidade, de compleição, como se algo estivesse sendo feito corretamente [péssimo, entretanto necessário "gerundismo"]; como se pudesse pensar que nem tudo está errado.
Esse é o reconhecimento.
Por mais que muitos não falem sobre, todos anseiam ter reconhecimento de algum modo: pela inteligência, beleza, um feito; qualquer coisa que seja.
De certo modo não acho que seja uma coisa ruim. Um anseio faz com que tentemos nos tornar pessoas melhores; é um impulso para que nos esforcemos. Pode parecer um comentário clichê, mas o importante é ser feliz consigo mesmo, independente da forma, por mais fútil que seja ela [apesar da futilidade ser algo que considero medonho em uma pessoa].
Eu, particularmente, gosto de reconhecer as pessoas: a inteligência delas, o quanto elas são agradáveis, a beleza. Em geral, se me for possível, me agrada deixar claro à pessoa que, de algum modo, a admiro. Se valer à pena, não me custa nada inflar o ego de alguém e fazer com que ela se sinta especial; sinto-me compelida, na verdade, a explicitar o que ela causa em mim.
Isso é uma coisa...

Outra coisa é o que costumo ver, como exemplo, na grande e incrível rede social, Facebook. Durante um longe período resisti bravamente a criar uma página, porém acabei sendo vencida pelas circunstâncias, as quais são totalmente irrelevantes aqui.
Uma coisa é compartilhar o que se gosta, rir das coisas que são postadas, esbravejar de vez em quando; outra, é partilhar a vida inteira, gritar todas as angústias, mostrar o quanto está sofrendo para que as pessoas se compadeçam da sua pobre vida desgraçada, ou mostrar o quanto é feliz, linda e perfeita a sua existência, ou, muitas vezes, mostrar o quanto é capaz de ser incrível e superior com suas frases e compartilhamentos de efeito [em suma: um babaca].
Todos no Facebook são humanitários, perfeitos, incríveis e livres de preconceitos. Todos se preocupam com o desmatamento [mas continuam usando papel descontroladamente], todos se preocupam com o sofrimento dos animais [mas ninguém nunca doou um real que fosse para a SUIPA, não?], todos defendem a liberdade de expressão [mas quando o melhor amigo se declara gay, o buraco fica mais embaixo!]. A questão é que todos podemos ter a preocupação com o desmatamento, sofrimento dos animais, apoiarmos a liberdade sexual, sem fazer um escarcéu, sem parecer que desejamos levantar um movimento, quando, na verdade, somos um bando de acomodados fora da rede social. Não levante uma bandeira que não deseja segurar verdadeiramente!
Por que todos são perfeitos ou tão miseravelmente infelizes? Não há um meio termo; não há uma pessoa normal no Facebook. Ou você tem de aparecer sendo muito feliz e lindo ou aparecer demonstrando toda a sua infelicidade por ser considerada uma pessoa chata, feia e tão indubitavelmente incompreendida [sintam a ironia e o desprezo no ar...].
Não falo isso para ser uma imbecil, mas porque é chato de verdade! É uma hipocrisia e uma chatice que cansam a paciência; ao menos a minha paciência, já que quem faz esse tipo de coisa não percebe [na verdade, os “lindos e felizes” são, apenas, hipócritas; os “tristes” que são seres vivos insuportáveis]. Em algum momento a paciência vai embora, o que aconteceu nesse momento da minha vida [considerando que tenho um perfil no Facebook há um ano, o que, convenhamos, é muito pouco].
Outra coisa: a busca pela fama. Não é como se não fosse agradável ser reconhecido, ser chamado de bonito, de inteligente, ser elogiado pela sua personalidade, mas não é preciso “mostrar peitinhos” para que isso aconteça. As pessoas, falando de um modo bem agressivo, estão perdendo a chave do c*!
Você quer aparecer? Faça por onde! Sendo bastante sincera, até mesmo as pessoas verdadeiramente inteligentes e bonitas não são reconhecidas.
“Chorar” por atenção é vergonhoso; sério. Vergonhoso.
É difícil falar determinadas coisas sem ser muito direta, mas que posso fazer? Sejamos honestos: você mandou todos os dias a sua foto para aquela página pública que curte, só para a sua foto ser postada, não? E ainda bateu o pé por não ter sido postada! Continua mandando, reclamando, achando um absurdo!
Tem de aparecer de qualquer modo! Todos têm de acha-lo lindo, sensual, provocante, e têm de adicionar você, para fuçar a sua vida mais de perto. Sinto muito, mas nem todos o acharão maravilhoso, mesmo que você seja. Sabe por quê? Também existe algo que se chama inveja. Como exemplo, aquela pessoa que não conseguiu ser postada, fará de tudo para jogar areia nos seus olhos, afinal, se ela não está no topo, você também não pode estar, principalmente se já tiver recebido milhares de elogios. Sempre haverá um para semear a discórdia, mesmo que você seja uma criatura linda.
Sabe a pessoa que te adicionou? Pois é... não posso generalizar, mas a maioria delas têm o mesmo pensamento que você: querer aparecer. Pelo simples fato de você ser uma pessoa bonita, as outras pessoas a adicionarão por desejarem a sua atenção, ou, simplesmente, a terem por perto para criar algum vínculo, porque você atraiu os olhos dela. Muitas vezes, na maioria das vezes, as pessoas a adicionam e... nada. Simplesmente nada acontece.
Sinto lhe dizer, mas não acredite ser muito especial para essas pessoas ou que elas a acharam a criatura mais linda da face da Terra. Assim como você, elas também acham uma pessoa bonita, adicionam e passam para trás, já que aparecerão outras pessoas bonitas, as quais elas também se sentirão atraídas e também adicionarão para não conversarem com ela, e o ciclo se repete. Ninguém é verdadeiramente especial para ninguém, pois todos querem ser especiais para o mundo inteiro, porém sem foco em uma pessoa específica. Compreensível ou muito enrolado?
Aquele que quer ser especial para todos, acaba não sendo especial para ninguém. Todos, ao menos dos que vi, acabam sendo assim.
A graça está naquela pessoa que quer conhecer você, apesar de tê-la adicionado simplesmente por adicionar, por ter achado você diferente e interessante. “Vai que essa pessoa tem conteúdo”. Se a pessoa parece bonita e você adiciona, por qual motivo não fala com ela? I mean, se não vai falar, não adiciona! Qual a lógica? Seriam, as pessoas, malucas?!
Ao final, você acaba com milhares de conhecidos na sua lista de “amigos”, mas quase nenhuma pessoa que seja capaz de identificar; então, você volta àquela depressão de desejar aparecer e torna a chorar para que seja novamente idolatrado.

Parece um tanto quanto triste almejar demais aparecer e não conseguir. Seja sutil e não se desespere por conta disso; faz mal para a sua saúde mental, garanto.
Há pessoas que conseguem chamar atenção, e outras, não. Não estar no grupo dos “grandes famosos” não faz de você a pior das criaturas. Não viva procurando o reconhecimento das pessoas, pois é perda de tempo, de vida.

Querer mostrar a pessoa que é, não é problema. Todos podem ter ego, todos têm o direito de se sentirem bonitos, inteligentes... mas, por favor, evite ficar na mão do palhaço.
Hoje falei pouco, porém o suficiente.







terça-feira, 11 de setembro de 2012

"A tampa da sua privada"



Encontrar a alma gêmea, por vezes, é tido como encontrar a tampa da sua panela.
Até que tem lógica a expressão, se formos parar para pensar, já que o casamento em si simboliza uma passagem, mesmo que teórica, para a completa responsabilidade, na qual o casal tem de fazer tudo por si só. Cozinhar, lavar, arrumar, pagar contas... cozinhar novamente. Panela, tampar a panela; tampa da panela.
Claro que é uma analogia boba, mas não é totalmente sem sentido. Pensando apenas em “algo que completa um objeto” também serve.

Assim como no casamento, a amizade não é diferente. De certo modo, a amizade é um casamento. Um casamento de gostos, personalidades, de muitas bobagens, de risos idiotas, de choros profundos; de cumplicidade.
Muito mais do que isso, contudo, é encontrar aquela pessoa, aquela criatura, que faz você verdadeiramente feliz. É o tipo de sentimento que dificilmente se é capaz de dividir para duas pessoas ao mesmo tempo; é como a necessidade de dá-lo para aquela pessoa específica, que arranca de você os melhores momentos e os melhores sorrisos.
Não apenas um grande amor faz isso; uma grande amizade também. AQUELA grande amizade. É aquela e apenas aquela. Podemos ter muitas amizades importantes, mas tem sempre uma que será a grande vencedora.

Não posso, e ninguém pode, dizer que só se faz um melhor amigo durante toda a vida. É muito comum sermos “enganados” pelo destino, pelas circunstâncias da vida. Não é infrequente errarmos o conceito sobre uma pessoa; não é infrequente sermos vítimas do tempo, dos compromissos, do próprio decorrer da vida. Tudo, eventualmente, calha para que você compreenda que certas coisas são passageiras; determinadas amizades são passageiras. E está tudo bem; nós precisamos delas, assim como do ar que respiramos. Todos nós temos amizades que duram um período curto, seja devido à idade, seja devido a uma má companhia... não importa. Tudo é válido para que se perceba que uma amizade grande é outra coisa.
A grande amizade é aquela que você pode verdadeiramente chorar todas as suas mágoas, todos os seus problemas; que pode rir como uma grande criança tola, que pode criar e falar as maiores bobagens, que aquela – AQUELA – vai achar graça e concordar. Somos capazes de perceber a verdadeira amizade quando somos um pouco maiores, quando temos mais discernimento para tal... Pode ser uma amizade que veio desde criança, pode ser uma amizade incrível que surgiu há meses; não importa. Por fim você encontrou a tampa da sua privada.
É isso mesmo! A TAMPA DA SUA PRIVADA!
Para ser a tampa da panela é preciso dividir responsabilidades, precisa-se lidar com a relação, precisa-se trabalhar veementemente a relação. Claro que não tiro toda a beleza e a maravilha disso, porém a “tampa da privada” é diferente. Não melhor, mas diferente.
A tampa da sua privada é aquela pessoa que pega a peteca quando a tampa da sua panela não está muito agradável no dia de hoje.
A tampa da sua privada não está nem aí se você está insuportável ou se precisa esbravejar para o mundo; muito pelo contrário! Ela será a primeira a ordenar que você grite, esperneie, chore e xingue o mundo, até ela mesma, para que possa liberar toda a tensão que tem. Além disso, ela levantará para mandar todo mundo “praquele lugar” junto com você e dizer que está indubitavelmente correto. Se não estiver, ela colocará o dedo na sua cara e dirá que está errado. E você vai fazer o que? Respirar fundo e tentar ver que está errado... afinal, se a tampa da privada disse, está dito! Você teria feito o mesmo.
A semana está ruim, mas a tampa da privada continua te ligando, assim como você liga para ela.
........
Faz dois meses que vocês não se veem, mas a tampa da privada continua te ligando, falando na internet, mandando mensagens idiotas e dizendo que está com saudades da “cara de feijão amassado” dela [você, no caso]. Sabe o que é pior? Quando vocês se veem, se abraçam e riem, acontece algo que desencadeia uma discussão. Todas as amizades têm discussões e, com toda certeza, não serão você e a tampa da privada que não terão esse tipo de momento.
Existe sempre a possibilidade de ficar uma semana com ódio no coração, ofendendo até a última geração uma da outra. A questão é que não há como sustentar muito tempo sem se falar ou, no mínimo, querer discutir novamente. É quase fisiológica a necessidade de discutir, afinal, vocês precisam da convivência. Discutem, discutem, discutem, até que, por fim, começam a rir, esquecem, ou, mesmo em meio a muitos tiros de bazuca, canhões, estilingue, até cuspe, contornam a situação e dizem que nunca mais isso acontecerá novamente.............. O que acontece logo na semana seguinte, é claro, mas quem se importa?

Essa amizade é que nem amor: nem você, nem ela precisam dizer que existem uma para a outra. Ela sabe quem é para você; e você sabe quem é para ela.
Em determinado momento ela abriu o peito, tirou aquele pedacinho dela e estendeu a você, mesmo que teoricamente, dizendo:
“É seu.”
Você não só aceita de bom grado, como faz o mesmo.
Não há substituições. Você e a tampa da privada têm muitos amigos, em comum ou não, mas ela será sempre ela para você; e você, para ela. São insubstituíveis uma para a outra, não importa quem se aproxime ou tente se colocar no meio de vocês.
Caso isso aconteça, não era a tampa da sua privada. É muito doloroso, mas continue procurando. Ela sempre existe e está ali, assim como você, esperando para ser encontrada.
A tampa da sua privada é a tampa da sua privada pelo simples fato de vocês serem suficientemente idiotas para dançarem juntas uma salsa no meio de uma festa de casamento. Não há nada como o prazer de poder ser idiota e ter uma besta maior do que você ao seu lado.

Vamos procurando, vamos procurando......

“Friends will be friends”, Queen







segunda-feira, 3 de setembro de 2012

About "bulling"...



Esse é um dos assuntos que se tornou epidêmico em nosso meio.
Agora nenhuma criança mais pode brincar, rir, ou falar de qualquer coisa, pois já se tornou caso de polícia. Agora, o mundo quer ir contra algo que é inerente às crianças: sinceridade em demasia.
Na verdade, posso chamar isso de “sinceridade babaca”, já que todos os pequenos seres humanos são indubitavelmente maus. Nenhum é capaz de dobrar a língua quando fala de alguém, pelo simples fato de não ter discernimento suficiente para isso.
Quando o pequeno ser imbecil se vê no direito de falar de alguém, sentindo-se em uma posição superior, por assim dizer, não há nada que o impeça de ser um completo idiota com outro pequeno retraído inocente.
Na escola, assim como na vida, existe uma grande hierarquia, ainda que, nesse caso, a hierarquia não seja necessariamente declarada. A hierarquia se faz pela menina mais bonita, pelo menino mais extrovertido, ou por aquele que, simplesmente, resolveu abrir a boca primeiro e conseguiu chamar a atenção dos outros coleguinhas. Como sempre, existe um palhaço para pagar o pato. Em todo e qualquer lugar existe um “Corcunda de Notre Dame”, que será escorraçado até que todos estejam satisfeitos, ou cansados, e resolvam procurar um outro para cair em cima.
E isso por quê? O ser humano é uma criatura com certo desvio de conduta, por assim dizer.
Caso você acredite que nós somos bons por natureza, sua ingenuidade chega a ser uma ofensa para mim. O Homem é, por definição, ruim. Ou vocês acham que dominamos o mundo de que modo? Com nossa graça e beleza? Com nossa bondade para com os animais, florestas, mares, atmosfera?
Por onde o ser humano passa, só causa destruição. Isso é inerente a essa espécie tão absolutamente podre. Cabe a nós, alguns de nós, manter distância dessa maldade, ter um mínimo de bom senso. E isso não é diferente quando somos pequenos, quando começamos a ter contato social com outras pessoas.
Criança é um bicho ruim. Todos sabemos disso. Quanto mais bonita e extrovertida a criança, pior. Claro que não podemos ser generalistas, mas é muito comum isso. Na verdade, na minha experiência, as mais bonitas não eram nem as mais imbecis; eram, apenas, populares. Cada um tem um tipo de experiência, e eu não deixei de ter a minha.

Não é como se eu nunca tivesse sido sacaneada. Pegaram no meu pé desde o início, desde a entrada na escola.
Longe de mim ser mentirosa a ponto de falar que não foi doloroso. Foi muito doloroso, na verdade. Sequer sou capaz de recordar o motivo pelo qual, no começo, pegavam no meu pé; depois, no Ensino Fundamental, começaram a chamar de “verminose”. E lá uma criança de 6, 7 anos, sabe o que cacete é isso?!
A partir da quinta série, resolveram que eu era nariguda e feia. Todos os dias eram brincadeiras de mau gosto, humilhação na frente da turma inteira. Não que um ou outro não fosse meu amigo, mas quem não era, tornou o convívio bastante desagradável. A verdade, é que eu não tinha paciência para me arrumar, para ser “puta juvenil”, como todas as outras meninas populares, de forma que eu ficava meio largada. Sabia e não me incomodava nem um pouco em ser feia. Beleza nunca foi algo que eu quis alcançar. Meu objetivo de vida sempre foi ser inteligente, ter cultura, ser alguém. Eu queria ser reconhecida pela minha inteligência. Na verdade, se EU me achasse inteligente, já era suficiente; ninguém precisava saber. Eu só precisava me sentir bem comigo mesma.
Ainda assim, não foi lá muito fácil lidar com esses anos. Passei mais dois anos e meio assim, até que acabei sendo substituída por um outro menino, coitado, na oitava série. Sorte que só faziam gracinha e não falavam da aparência dele.

Apesar disso tudo... eu morri? Estou em coma? Estou eternamente deprimida por ter sido sacaneada na escola? Ora, FAÇAM-ME O FAVOR!
Que coisa mais ridícula esse “Todos contra o bulling”! Eu fui sacaneada a minha vida inteira até o Ensino Médio! E essa sacanagem toda não fez de mim uma pessoa ruim; muito pelo contrário: eu me sinto melhor.
Não que eu quisesse ter passado por tudo aquilo, mas eu não voltaria no tempo para fazer diferente, pois, possivelmente, eu não seria quem sou hoje. As humilhações fazem os fortes ficarem de pé, lutarem mais, gritarem por uma posição melhor, por um lugar ao sol.
É muito comum aqueles que sacaneiam, que se sentem acima de todos, não se moverem para conquistar um espaço, afinal, se eles já estão lá em cima, para que se mexer? Essa é uma das grandes mentiras da vida: não precisar se esforçar, já que você já é “o último biscoito do pacote”.
Precisamos nos empenhar para tudo e, nesse ponto, essas pessoas pecam, pois perdem muito tempo prestando atenção aos defeitos dos outros, até criando defeitos, e esquecem de olhar para as próprias falhas, para o seu futuro. E isso não é uma simples especulação; isso é o que eu vi das pessoas que conviveram comigo, que arrancaram o meu couro até que não houvesse mais nada.
Não falo essas coisas para que sintam pena. Não mesmo! Eu sou forte, sou muito superior a todas essas bobagens. Sou uma pessoa plena. Estudei desesperadamente, enchi a minha cabeça de cultura e, por fim, descobri a minha verdadeira essência. Tudo isso posso, sim, dever àqueles palhaços que pegaram no meu pé, pois, sem eles, eu não seria tão satisfeita comigo mesma. Obrigada, meus caros babacas!
Não sou a pessoa mais bonita do mundo, não sou a pessoa mais inteligente do mundo, não sou a pessoa mais coerente do mundo, mas, ainda assim, eu me esforço. Dou o meu melhor e não me arrependo do que consigo. Cada coisa é uma pequena conquista, uma pequena felicidade. Apesar de todos os meus conflitos, não me arrependo de quem sou hoje.

 “Isso é bulling!”, “Pára, que isso me lembra meus tempos de bulling!”
Até hoje, depois de velho, não foi capaz de superar o que aconteceu na escola?!
Vão se catar, francamente! Esse movimento anti-bulling é a coisa mais patética do mundo. Ensina as crianças a não lutarem por si mesmas, por seus direitos. Afastam todas elas das próprias descobertas. Faz com que todas vão chorar para os pais e não aprendam que caráter se forma desde cedo. Mesmo nessa época, você é capaz de ver que os seus “carcereiros” jamais sairão daquela prisão; serão eternamente medíocres. Você, pelo contrário, tem a capacidade de sair dali e ser o melhor. Mas nãããão... tem de chorar para a mamãe!
É claro que eu chorei para a minha mãe... quando tinha 6 anos. Ela me consolava com o seu colinho e pronto. Não tinha ordem judicial nenhuma! Era só um colinho!
“Deixa, minha filha, você é melhor do que todos eles. Isso é inveja...”
Tudo bem; mãe enche demais a bola da gente, dizendo que “tudo é inveja”. Uma coisa, contudo, ela estava certa: “Você é melhor”.
Não é porque eu era melhor naquela época; eu sou melhor HOJE. Todos nós que sofremos esse tal bulling, que na geração passada – a minha geração – não tinha nem nome, tivemos a nossa oportunidade de subir e sermos melhores. De estudar, de nos tornarmos mais bonitos, mais cultos.
Quando somos crianças, não temos recursos ou bom senso para beleza e cultura. Ao passo dos anos, vamos descobrindo quem somos, o que queremos e o que desejamos, e isso nos move. Todo mundo é capaz de emagrecer, de se tornar bonito, de ser muito inteligente... tudo leva tempo, mas é uma questão de querer, apenas. Não podem mover montanhas de um dia para o outro, porém sempre chegamos a algum lugar; somos capazes de nos encontrar.

E não venha me dizer que as atitudes das pessoas produzem grandes serial killers, que tornam as pessoas assassinas, psicopatas... não! Psicopatia é algo com o qual a pessoa já nasce. O psicopata É psicopata; ele não SE TORNA psicopata. Se não foi a escola um gatilho para que ele surtasse, outra coisa seria.
Agora, se você prefere ficar reclamando de bulling e não é capaz de se mexer por si mesmo, isso, aos meus olhos, é um sinal de fraqueza. Sinto muito.
Você querer brigar, dizendo que tudo é bulling, com aqueles que gostam de sacanear, não te faz melhor do que eles. Coloca você no mesmo nível; te torna tão ridículo quanto o babaca que te sacaneia.
Aos meus olhos, isso é covardia.
Chamam você de feio e você se acha feio? Quer melhorar? SE VIRA! Seja bonito! Malha, pinta a cara, ajeita o cabelo, tire os óculos e coloque lentes. Se vira, meu bem! Rebola! Dá o seu jeito!
Chamam de burro?! Estude! Seja o melhor! Entupa a cabeça de cultura!
Chamam de gordo? Você não gosta? Sente-se mal? ... Conhece academia? Conhece fechar a boca?
Se você não se incomoda com nada, melhor ainda! Você se sente pleno consigo mesmo! E, se não se sente, vá vivendo a sua vida, lutando, para que descubra do que gosta, do que realmente é feito.

No meu caso, levei mais quase 23 anos para descobrir o que eu era e como precisava me sentir.
Não é simples. Eu não sou e não me sinto perfeita. Não sou a melhor pessoa do mundo. Apesar dos meus defeitos, que são MUITOS, me sinto bem. Gosto do que vejo por dentro. E você também tem de ser assim e parar de choramingar por uma coisa estúpida e passageira na sua vida. Se acha que bulling é a pior coisa da vida, sinto muito, mas você não vai passar da terceira década de vida.
Tem ideia do que é trabalhar? Do que é ser julgado no seu emprego, ouvir mentiras, intrigas, não lhe darem o mínimo de respeito, etc etc etc?
Ser criança é a coisa mais fácil da vida. Quando se torna adulto é que a coisa começa a pesar de verdade.
Não estou questionando aqui a reinvindicação para que parem as agressões nas escolas [violência física é uma coisa muito séria e não tiro o mérito disso], mas, sim, que deixem as baboseiras de lado e aprendam com elas. Tornem-se melhores. Vão estudar e parar de pensar “Ele disse que meu cabelo é feeeeeio!”
E pare de reclamar hoje, aos 20, 25 anos de idade, que é uma pessoa frustrada e deprimida porque sofreu bulling na escola. Claro que todos temos nossos traumas, nossas sensações desgostosas – também carrego as minhas daquela época –, mas não culpo tudo da minha vida ou fico me fazendo de coitadinha por causa de um tempo tão passageiro e pequeno.
Pare de se fazer de pobre coitado! Pare de choramingar para as pessoas terem pena!
Isso não vai fazer ninguém gostar mais da sua pessoa; muito pelo contrário. Você se torna chato, desagradável e, em muitas situações, insuportável. As pessoas perdem a vontade de estar ao lado de uma criatura que não faz nada além de reclamar de seus dramáticos tempos juvenis e, claro, de seus momentos atuais de tanto sofrimento...
Parte disso tudo é culpa sua. Se não cresceu, a culpa é sua; se não é melhor, a culpa é sua; definitivamente não é daqueles que te sacanearam. De forma alguma eles têm qualquer poder sobre a sua vida.

Deixe que eles xinguem, deixe falarem um monte de coisas...
Em momento algum dessa vida você precisará confrontar diretamente, pois, quando a gente cresce, essas coisas passam; deixam de existir.

Lembre-se que a sua vingança é ver o seu carcereiro continuar o mesmo medíocre de anos atrás, enquanto você se tornou o juiz que dá as ordens.






quarta-feira, 15 de agosto de 2012

"E, agora, todos de pé para a execução do Hino Nacional brasileiro."


Pelo que se pode ver, a cada geração que passa, perdemos uma grande porcentagem de cultura. Não apenas de cultura, suponho, mas também bom senso, noção das coisas, política, interesse, e por aí vai...
É natural que a geração anterior a seguinte a veja com olhos bastante desgostosos, até mesmo enojado com a perda que ocorre com o passar dos anos.
A minha geração, por exemplo, aquela que hoje se encontra entre seus 25 e 30 anos – um pouco mais, um pouco menos –, já não é nada politizada. Nós, eu mesma, não fizemos nada pela política do país. Não há reinvindicações, não há luta por um sistema melhor; não há força contra esse nosso sistema corrupto, que só tem a capacidade de roubar todo o nosso dinheiro, a nossa educação, os nossos direitos.
Politizada, confesso, não sou. Nem um pouco. Na verdade, fico longe e me recuso a me inteirar na política, pois quanto mais eu descubro e me informo, mais me irrito. E isso é muito errado da minha parte! Existe uma grande probabilidade de muita gente, que tem mais ou menos a minha idade, ter o mesmo pensamento que eu, de forma que isso pode, sim, estar atravancando o nosso futuro.
É fato que não desejo me meter com esse tipo de coisa, mas por quê?
É tão ridículo, que perco o interesse.
O assunto não é política, exatamente, mas é apenas uma forma de abrir a questão de que as gerações que se seguiram a minha são assustadoramente alienadas; até mesmo a minha própria geração possui milhares de pessoas, das quais conheço muito bem, que não têm o mínimo de noção de mundo.

Cultura, gente! Cultura!
Ao menos isso eu tenho, e de sobra. Se não sou politizada, faço o que posso para não ser uma estúpida completa.
É deprimente ver as pessoas que não sabem escrever a própria língua, que não sabem se comunicar de forma inteligível, que não sabem ter uma conversa interessante.
Não me refiro às pessoas com muito baixo nível sócio econômico, que não conseguem estudar, que são completamente perdidas. É um fato que, apesar de nos queixarmos até demais que só existem bandidos, existe um número incalculável de pessoas nesse país que não têm a chance de ter cultura, de ter um ensino de qualidade.
Temos vagabundos que não vão estudar, pois traficar e matar é mais simples, temos os que não têm oportunidade, e também, por acaso, temos aqueles que possuem possibilidades com muito custo. Céus, há crianças no Amazonas que viajam em um barco prestes a afundar durante duas horas para assistir aula em uma “escola”, que, na verdade, é uma casinha de madeira caindo aos pedaços... essa é a vontade deles!
E tudo isso para dizer que os grandes alienados e estúpidos a que me refiro são as pessoas de classe média e alta!
Minha nossa, nós temos tudo: casa, conforto, possibilidade de comer bem, estudar, ter uma vida, formação... e o que se faz? Nada.
Ir para a escola é só um motivo para comer merenda, como diria minha mãe.
Não acho que todos têm de ser alunos exemplares, pois não há jovem e criança que tenha muita paciência para a escola – são poucos os que gostam de estudar –, mas, ainda assim, mata ter um pouco de cultura?
Quero dizer, quando eu era pequena, aos 3 anos de idade, folheava livros sobre planetas, sobre o corpo humano, livros infantis, mesmo sem saber ler! Gostava de livros, de folhear, de ver as imagens, de perguntar para a minha mãe, para o meu pai, ou qualquer pessoa mais velha. Quando aprendi a ler, foi algo sensacional na minha vida.
Até o Ensino Médio não tive paciência para estudar, mas gostava de ler, de saber das coisas, de ter cultura. Sempre absorvi todo o tipo de literatura possível, cultura geral, conhecimento de mundo... e isso é tão ruim assim?
Quero dizer, custa que os jovens de hoje saibam alguma coisa do que se passa no mundo ou do que se passou? Se perguntar sobre alguma personalidade que se viu na escola, eles não sabem! Já vi jovem que não sabe quem foi Lord Byron, Carlos Drummond de Andrade! Tem gente que escreve “de repente” junto e, “depois” separado! Mussolini, meu jovem, quem foi Mussolini?!
“Não é aquela marca de macarrão?”
“É, sim... Ta no mercado até hoje, provocando essas suas diarreias cerebrais.”

Cultura não é só isso; podemos incluir aqui a boa e velha música. Música é algo complicado, pois tem muito a ver com gosto e tudo o mais, mas onde está a sonoridade, a beleza?
Vamos deixar um pouco de lado a música atual e nos focar no que era realmente profundo: a música clássica... Voltando no tempo, pensando em como os tons eram belos, perfeitos, intensos, que traziam lágrimas aos olhos de quem ouvia. Beethoven, Vivaldi [meu favorito], Mozart, Bach, e tantos outros seres brilhantes que cruzaram os séculos e trouxeram todo o seu talento para nós; os grandes tenores, barítonos, os castrati, as sopranos, contraltos da ópera, vozes das culturas francesa, inglesa, oriental... São tantos que é até difícil de nomear.
“Beethoven?”
“Não é o cachorro daquele filme?”
Pois é... esse é o problema. Música clássica não existe no repertório musical, ao menos não por aqui. São poucos os que ainda escutam alguma coisa do mundo antigo, ou que possuem o mínimo de cultura para diferenciar quem é quem. Não conhecem e não gostam de ópera, ou música popular. Eu, particularmente, não gosto da Música Popular Brasileira, mas conheço! Sei quem é quem, conheço uma música ou outra. Mas nem conhecer, conhecem!
Vamos entrar no século XX e nos deparar, por exemplo, com o movimento mais forte e grosseiro do Rock que surgiu na década de 70, onde as bandas verdadeiramente tinham algo para falar, tinham um som forte e bem feito, letras, apesar do triste slogan “Sexo, drogas e Rock’n’ Roll” – essa é uma questão um pouco triste, já que todos os roqueiros/metaleiros ficaram taxados como vagabundos, drogados, satanistas, e tudo o mais, mas essa não é a questão de hoje. Led Zeppelin, Iron Maiden, Guns N’ Roses, Queen, Kiss, David Bowie, DIO, Deep Purple, etc etc…  Aqui nos foi permitido ver Raul Seixas, como sua música irreverente, Cazuza, que foi grande na nossa música, Legião Urbana…
Meninos, meninas, vamos acordar! Vamos ler, ouvir música decente! Não deixem de escutar e de ler bobagens, mas tenham um pouco de cultura! Sejamos mais inteligentes!
Não é como se eu não escutasse as músicas atuais, lesse bobagens, ou não fizesse coisas idiotas, mas não é por isso que não posso ser capaz de apreciar tudo o que o mundo oferece.
Geração “Crepúsculo” e Geração “Restart” já deu para a minha cabeça. Não aguento mais ver esse bando de alucinados saracoteando por aí, dizendo que vão xingar muito no Twitter, porque não viram o Restart!
Vão xingar muito no Twitter, porque o vírus do ebola é uma doença endêmica na África, cacete! Vamos chorar juntos porque o Japão, eventualmente, será o próximo reino de Atlântida; vamos nos desesperar porque todo o nosso dinheiro está sendo consumido com iates, putas e champanhe pelos nossos políticos!

Agora, bonito mesmo é gastar 250 reais em um abadá, que não passa de uma merda de blusa rasgada, e achar que um livro de 60 reais é muito caro...
Enquanto vocês estão aí, reclamando que não conseguiram ir ao show do Mc Catra, ou na Gaila das Popozudas, para rebolar e ouvir uma música mais do que absurda, eu estou arrancando os cabelos, pois não conseguirei ir à Bienal essa semana em São Paulo...

Só mais uma pergunta: qual a porcentagem da população de classe média e alta que sabe cantar, pelo menos metade, do Hino Nacional?






quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Às adoradoras de maquiagem...


Semana passada, assim como algumas outras vezes, tive problemas em grudar o glitter na sombra da maquiagem. Acabei retornando a Contém 1g, perguntando se havia algum tipo de cola especial para glitter e a atendente me disse que o Primer dava conta; era só passa-lo sobre a sombra, que grudaria o glitter. De acordo.
Testei e não deu certo. Tudo bem, acontece; nem tudo dá certo, mas eu realmente desejava algo resistente. Foi aí que ontem consegui me lembrar de procurar na internet sobre o assunto e, qual não foi a minha felicidade, acabei descobrindo umas dicas interessantes: usar rímel transparente ou cola para cílios. Ainda não testei, mas farei isso.

Afinal, o que diabos esse explicação tem a ver com o post de hoje?
Tanto de amigas, quanto de blogs, programas de televisão, sempre conseguimos arrancar uma sugestão ou outra sobre o que fazer ou não com maquiagem, cabelo, roupas, etc.
Hoje farei algumas ressalvas que já foram úteis a algumas amigas e espero que sejam úteis àquelas que acabarem por ler esse post.
Falar sobre roupas é um pouco mais detalhado, dramático, e cabelo é algo muito particular, de forma que, por uma linha mais simples, farei meus comentários sobre maquiagem; o que uso, o que deixo de usar, o que gosto de comprar.

Devo começar pelo pequeno esclarecimento de que ninguém é obrigado a concordar com tudo o que falo ou gostar de tudo o que gosto; graças que existem as diversidades! O ponto principal é que é bastante comum uma coisa dar certo para uma pessoa e para outra, dar completamente errado. De tal forma, testar as opiniões dos outros é sempre bom, porém nunca faz bem ir com muita sede ao pote, acreditando que tudo dará certo, quando não necessariamente é assim que funciona. Nós nos adaptamos a nós mesmos...
As pessoas que me conhecem, em geral, sabem que sou elitista no que se refere à maquiagem. Não uso qualquer coisa, tenho medo de fazer alergia aos produtos de baixa qualidade [se os de boa qualidade já dão alergia, quem dirá os vagabundos]... fora o efeito que, definitivamente, não é o mesmo.
Com a maioria das coisas, sou bastante seletiva; com algumas, sou leviana. Sinceramente, prefiro gastar um bom dinheiro em produtos de qualidade, a passar um treco de origens suspeitas no meu rosto; só Deus sabe onde aquilo pode ter passado...

Iniciando por uma coisa muito simples: rímel transparente. O rímel transparente uso, apenas, com a finalidade de pentear a sobrancelha, de forma que compro qualquer porcaria de 10 reais. Não importa a marca. Como só vou dar uma penteada nos pelos, não faz verdadeiramente diferença, já que o objetivo não é dar efeito e, menos ainda, tocar a pele do meu rosto.
Outra coisa que não importa a marca: curvex. Confesso que há muito tempo não uso curvex; inicialmente por falta de tempo e, depois, por ter encontrado o rímel perfeito. Antes, porém, quando o usava, funcionava aquele bobinho, comprado na farmácia. Isso, sinceramente, não acho que faça muita diferença entre marcas; e, se fizer, nem usando estou mais.

Bem... minha tolerância acabou.
Vez ou outra, como vocês verão, até sou capaz de ser mais flexível, porém, na imensa maioria, passo longe disso.

Dando início com os meus “materiais”, meu queridos pincéis, a maioria deles são MAC, Tarina Tarantino [marca americana] e Inglot NY [loja que só vi na Times Square, em Manhanttan, NY].
Devo dizer que houve uma tentativa da minha parte de comprar na Contém 1g, mas os preços eram bem salgados e sem qualquer grande variedade. Como estava sem muitas opções aqui no Brasil, resolvi arriscar entrar na Boticário [que simplesmente ODEIO] e acabei me surpreendendo até demais. Os pincéis tem uma variedade incrível. São macios, de extrema qualidade [achei até melhores do que os da Inglot] e com um preço bastante interessante. São milhares e milhares de pincéis, do mesmo modo que você vê fora do país, de forma que você, que entende para que serve cada pincel, que gosta de usar de formas diferenciadas para um resultado melhor, recomendo todos os da Boticário.

Apenas uma sugestão: tenha sempre um apontador em mãos. Por favor, não me venha com um apontador de lápis normal, sim; refiro-me a um apontador de lápis para olho, pintura, o que for. Não compre um muito vagabundo, pois, se for muito ruim, pode quebrar a ponta de todos os seus lápis. Você acaba estragando mais do que usa. O meu é da Boticário; por incrível que pareça, é excelente [em geral, os materiais da Boticário são ótimos; eu não gosto das maquiagens, perfumes e todo o resto que tem lá]. Desconheço o preço, pois foi minha mãe quem me deu.

Passando às maquiagens efetivamente, começando por “baixo”, já que tenho muitas olheiras, sempre uso corretivo. Meu corretivo é, sem tirar nem por, sem nenhuma substituição, da MAC. Não me importo com o preço aqui ou fora do país, mas é essa que eu uso. Além de durar uma eternidade, combina perfeitamente com o tom da minha pele, coisa que não consegui com nenhuma marca daqui, nem mesmo com a Contém 1g. Uso uma para os olhos e uma para eventuais correções no rosto; aqui, cada uma custa, em média, 75 reais; lá fora, 15 dólares.

Minha base, apesar de não usar nunca, já que não suporto ficar com uma máscara no rosto, apenas para dizer que tenho, é Contém 1g. Não é como se eu nunca tivesse usado base na vida e considerando que já use, e usei bem, essa da Contém 1g vale muito a pena, pois cai perfeitamente no rosto; é base MD [Multi-Definition]; custa 65 reais.

O pó compacto é Contém 1g. Não uso nenhuma outra marca brasileira e não há necessidade nenhuma de comprar uma marca estrangeira, se tenho algo aqui que me cai perfeitamente. Custa em torno de 50 reais.

O pó translúcido, que serve, apenas, para colocar sob os olhos na hora de passar a sombra [de modo a proteger o rosto de uma lambança], é da Contém 1g. Na hora de retirá-lo do rosto, fica até bom, pois ele se mescla um pouco com o tom do rosto, e dá um certo brilho. Na me recordo exatamente do preço, mas acredito que tenha sido em torno de 30 reais ou um pouco menos.

O pó iluminador, confesso, foi um tiro no olho quando comprei na Contém 1g, mas ele é simplesmente MARAVILHOSO. Recomendo muito. Para aquelas que não se incomodam em perder um rim, custaram 75 reais.

Primer para sombras, para fixar, só uso Contém 1g e me custou duas bananas e uma uva [13 reais]. É perfeito; a sombra dura eternamente.

Com relação às minhas sombras, a maioria delas é Inglot NY. As cores são simplesmente maravilhosas [dão de dez a zero nas sombras da MAC] e sempre prefiro em pó, já que duram mais; na verdade, não acredito que tenha menor possibilidade de acabar com qualquer um desses potinhos. Até tenho uma sombra ou outra compacta, mas sempre prefiro pó, já que são as mais vistosas e brilhosas. O custo é em torno de 13 dólares, e não parece ter variado de preço nos últimos anos, já que o preço de 4 anos atrás era o mesmo do ano passado. Aquelas que tiverem a oportunidade de passarem pela Times Square, não deixem de entrar nessa loja; fica em frente à M&M’s.
Também na Times Square abriu uma loja nova, uma marca nova, chamada BareMinerals. Essa não vi apenas na Times Square; vi espalhada pela cidade e até mesmo em New Jersey, então, deve ser mais fácil de achar do que a Inglot. Assim como a Inglot, a BareMinerals possui sombras maravilhosas, todas com um custo médio de 13 dólares e, igualmente, mais bonitas do que as da MAC.
Ainda quando estava em NY, vi alguns conjuntos de sombras muito bonitos na Sephora, porém não tive oportunidade de comprar; eventualmente o farei e direi se vale ou não a pena.
Quanto às sombras de marcas nacionais, recomendo, E MUITO, a Contém 1g. Não é muito cara e os produtos, TODOS eles, são de excelente qualidade. Como sempre, compro sombra em pó; essas são melhores por serem mais baratas e bonitas do que as compactas, apesar de ver algumas combinações muito interessantes. Aí vai mesmo do gosto de cada uma.
Apesar de ser muito, digamos, “popular”, a Avon é uma marca SENSACIONAL no que diz respeito às sombras. Podem falar o que quiserem, mas a defendo com unhas e dentes. As sombras são bonitas, bem combinadas e em um excelente preço. As combinações de 4 cores, em geral, são muito vistosas e valem à pena o preço, apesar de eu só ter uma combinação ou outra. Tendo outras lojas e a Contém 1g, acabei deixando a Avon completamente de lado, já que as outras marcas são consideravelmente melhores.

Lápis... lápis, lápis... deixei de usar quase que completamente depois que conheci o MAC blacktrack [que seria uma pasta preta, que funciona como lápis; tem de pintar com pincel]. É a prova d’água, de forma que serve até se for tomar banho. Custa em torno de 17 dólares; aqui, acho que custam 75 reais.
Lápis mesmo uso muito raramente, quando tenho de compor melhor as sombras, fazer um esfumaçado. Para isso, uso Clinique, que me custou 15 dólares. Não sei responder quanto custa aqui ou se tem por aqui. Quando não tinha o da Clinique, usava o da Avon para esfumaçar; é excelente, dá para trabalhar muito bem com ele, pois o lápis é muito forte [lembrem que tem de ser daqueles lápis pretos como carvão; não é lápis comum que dá esse tipo de efeito].
Meu lápis de sobrancelha é Água de Cheiro. Muito verdade que fique com medo quando entrei lá para comprar, mas como não gostei do que encontrei na Contém 1g e, claro, passei longe da Boticário, resolvi dar uma olhada, pois estava desesperada. Certo. Entrei, olhei, olhei; comprei, mesmo desconfiada. E não é que é ótimo? Fica perfeito. É um lápis único, apenas aquele tom, e cai bem para qualquer sobrancelha.

Meu querido, amado, idolatrado e agraciado rímel é Phenomen’Eyes da Givenchy. Tentei muitos [incluindo Dior, Clinique, etc etc] que nunca satisfizeram às minhas necessidades [já que gosto de colocar os cílios bem grandes e exagerados], até que comprei essa coisinha adorável que me fez a pessoa mais feliz do mundo. Até hoje, sempre que viajo para fora, compro uns 3; cada um dura, em média, 6 meses [isso porque uso muito]. Sinto-me Master Drag Queen usando ele! Lá fora custam 28 dólares e aqui, 130 reais [ATÉ PARECE que vou comprar no Brasil].

Blush é algo que eu não tinha muito o costume de usar [até porque sempre gostei de ficar branca como um papel e destacar os olhos e a boca], contudo comecei a tomar gosto pelo rosto bem rosadinho, bem menina, já que o rosto branco fica interessante com as bochechas rosadas. Quando falo rosa, é rosa mesmo, não é aquele tom marrom de bronzeado; esse eu não gosto. Meu negócio é rosado.
Inicialmente, como não tinha a cor que eu gostava, acabei criando o hábito de usar uma sombra antiga minha da Contém 1g; uma sombra vermelha, que, usando suavemente, dava um tom perfeito ao rosto. Não façam essa bobagem que eu fiz, já que pode dar muito errado.
Bem, acabei viajando e resolvi arriscar um blush na MAC, que hoje é meu grande amor. Rosa, lindo e perfeito. Uso há mais de um ano e nem longe do desgraçado acabar. Paguei... hum... não tenho certeza; acho que em torno de 30 dólares. Não faço ideia de quanto custa aqui [a verdade é que sequer entro na loja da MAC aqui no Rio de Janeiro; é tudo muito caro e eu sempre acabo me irritando; acho que posso contar nos dedos de uma mão as vezes que entrei lá e, claro, passei raiva por conta dos preços].

Meus batons são MAC, Contém 1g e Avon. Todas as três fixam muito bem e são lindas as cores. Os batons da Avon são entre 15 e 30 reais, da Contém 1g, de 30 a 50 reais e da MAC, 15 dólares [aqui custa quase 100 reais! Vão à merda, antes que eu me esqueça...]
Até comprei um batom da Kat von D quando fui para NY, da última vez. Na Sephora vende toda uma linha de maquiagem dela e acho que paguei 15 dólares. O batom é de excelente qualidade e lindo; pretendo comprar algo mais da coleção dela na próxima vez que viajar [fiquei com certo receio de comprar sombras, de forma que só levei o batom].

Por fim... gloss. Não é todo mundo que gosta [especialmente os namorados] e eu, particularmente, uso para compor uma coisa ou outra. Em geral, gosto de misturar batons com batons, batons e gloss, então, acabo usando com certa frequência, mesmo que em pouca quantidade. Não suporto aquela coisa babada; fora que incomoda.
Quanto a esses, gosto da Contém 1g [como não, né?], que fixam muito bem, não tem gosto, nem cheiro e não saem escorrendo indiscriminadamente pelo queixo, e Victoria’s Secrets. Victoria’s Secrets, sinceramente, deveria vender somente lingerie, porque as maquiagens são de péssima qualidade; uma porcaria... maaas, em contrapartida, o gloss dá para comprar. São bonitos, igualmente sem cheiro e fixam bem na boca; as cores são lindas.


Aparentemente, voltei a ser eu: aí está um texto enorme!
De qualquer modo, espero que essas pequenas dicas sejam úteis; assim como gosto quando compartilham comigo, achei que seria interessante se compartilhasse tudo o que uso, para que, quem sabe, possa ajudar alguém a encontrar algo que precisava ou, quem sabe, até ajudar alguém a excluir alguma coisa de sua lista de compras.
Qualquer dica, sugestão, podem deixar nos comentários; gosto muito de opiniões.

Minha meta essa semana é colocar um par de cílios postiços! Pesar de adorar maquiagem, viver toda embonecada, nunca coloquei cílios postiços; veremos se existirá algum sucesso da minha parte.

Agora me despeço dizendo adeus e fazendo bilú-bilú!