quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Sugar Skull


Falta de tempo é um problema muito sério, devo dizer. Meu objetivo inicial era postar toda a semana no blog, mas com esse começo de ano [e com o resto dele, na verdade], há uma grande possibilidade de ficar insustentável.
Um post por semana será difícil, porém darei o meu melhor; prometo.

Passando para o assunto em questão, uma vez mais me volto às minhas caveiras tão amadas. Como comecei a gostar de caveiras? Simplesmente não há resposta para isso. Não sei quando, como ou onde, mas sei que, com o passar do tempo, o meu gosto pelo estilo das caveiras foi sofrendo mutações.
Inicialmente, eram caveiras mais secas; mais... “caveiras”, simplesmente; mais básicas, prateadas; nada demais. Depois, vieram as caveiras brilhantes [strass, swarovski], com laços, e derivados, que permanecem até hoje.
Mesmo com a permanência desse meu atual interesse, surgiu um novo para complementar, que eu tomei conhecimento, inicialmente, pela artista Sylvia Ji, há quase dois anos.
[Todas as imagens são do meu agrado, mas, como não posso colocar todas, resolvi escolher uma pintura de cada ano para mostrar um pouco do trabalho fabuloso desta mulher.]


[Rosario - 2011]
 
 [Señora de las Sombras - 2010]
 
 [2009]
 
 [Purple Crush - 2008]
 
 [2007]
 
Essas imagens, que, particularmente, são maravilhosas, chamam-se Sugar Skulls.
Há uma possibilidade considerável de haver outros artistas que criam esse tipo de imagem, porém eu não conheço e, com toda a sinceridade, Sylvia Ji é aquela que capta a essência da minha alma, por assim dizer.
Não só as caveiras em si são bem feitas [cheias de cores, cheias de detalhes que enchem a imagem de uma maneira bela e sem estragar o conteúdo], mas o sentimento delas é bem feito.
As imagens são claramente expressas por diversas informações importantes, que dão sentido a essas pinturas, a essas mulheres. Existe um tom agudo, intenso, em cada uma delas. O rosto pintado de caveira traz vigor; mostra uma magnitude, uma personalidade forte, mas que não se permite perder a delicadeza, a beleza. Isso tudo, acredito eu, é capaz de concordar com o significado da “caveira”. Não se trata, apenas, do símbolo do “rock”, disso e de qualquer outra coisa; ela tem o seu significado próprio: igualdade. É isso o que eu vejo nessas imagens: mulheres fortes que podem ser tão ou melhores do que qualquer criatura; mulheres que não se permitem afrontar; mulheres com sentimentos e que, ainda assim, são capazes de permanecer firmes.
Essa é a minha opinião com relação às Sugar Skulls de Sylvia Ji. Ela não somente é talentosa no que diz respeito à pintura, ao desenho, mas também sabe mostrar com clareza a expressão de um rosto, de uma posição, de um movimento. Eu poderia passar horas e horas dissertando sobre cada uma de suas imagens, porém meu tempo livre está se esvaindo.
É um FATO que ainda pegarei uma dessas imagens e farei uma maquiagem; por enquanto, ao longo desse período, que mal me proporciona tempo para respirar, permanecerei a apreciar todos os seus trabalhos.
Para aqueles que desejam ver mais algumas das pinturas feitas por ela, aqui vai o link do site: http://www.sylviaji.com  [vale muito a pena conferir, pois são todos incríveis].

Beijinhos e até logo!

 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Antes, durante e depois da "virada"


Esse não deveria ser o primeiro post do ano, mas será.
Oh, mais cupcakes! Esses eu fiz na tarde do dia 31, cheia de pressa. Nessa situação em particular, fui uma pessoa tão brilhante e independente, que sequer contei com a observação da mamãe; na verdade, contei com a urucubaca dela, que fez com que um ovo saltasse da minha mão e voasse diretamente ao chão. Absolutamente adorável!
Por fim, acabamos rindo.
Considerando que o tempo era curto, já que precisávamos sair de casa, não consegui fazer mais sujeira com a pasta americana. Precisei otimizar o tempo e criar algo gostoso, porém simples.
Acabei optando pelo bolo de chocolate da minha mãe, novamente [ele é fabuloso], e fiz um recheio de coco, assim como a cobertura. As bolinhas em cima, claro, tinham o objetivo de dar um charme a mais. Tentei fazer formatos de coração, mas não deu inteiramente certo. PARCIALMENTE FAIL.



Mudando de assunto, porém mantendo o cronograma “Ano Novo”, após o meu feito na cozinha, resolvi que me arrumaria diferente para aquela noite.
Eu não sou uma pessoa temática; já fui, mas, hoje, não. Acho interessante comprar roupa nova para o Natal, Ano Novo... mas há quanto tempo não faço isso? Muitos anos.
Sempre tinha de ter uma peça nova, nem que fosse só o tic-tac no cabelo, mas, atualmente, não tenho mais paciência para isso. A única coisa que acredito não fazer sentido algum é essa mania de usar branco, ou prateado, no Ano Novo! Sério... para que?
Por que no Ano Novo todo mundo tem de usar a mesma cor?
“Ah, o branco simboliza a paz.” Meu amor, ninguém quer paz! As pessoas querem dinheiro, amor e, de vez em quando, saúde [porque todo mundo acha que esse tipo de coisa pode deixar de lado; primeiro vem a grana, não é, bonitão?].
Particularmente falando, acho ridículo esse costume de acreditar nas cores das calcinhas, das cuecas, das fraldas, das roupas, dos periquitos, das águias americanas, dos ornitorrincos... sabe o que vai mudar na sua vida? Nada. Sabe o que vai acontecer se você virar o ano com as unhas feias e as costas cabeludas? Nada! Simples assim!
E, mesmo com toda essa minha falta de crença nesta data tão bela e inútil das nossas vidas, pensei: “Por que não colocar uma boa quantidade de cores?” Se não há cor nas roupas, jogam-se muitas delas nos olhos! Não era como se eu fosse sair como um biscoitinho colorido, ou de dourado, ou de prata, porém alguma coisa em mim tinha de simbolizar o Ano Novo... ao menos dessa vez.

[Nessa foto, as cores apareceram muito bem]

[Aqui as cores não estão muito bem retratadas, mas é um novo ângulo dos olhos... até mesmo da bochechuda...]


 [Evidentemente, caveiras, caveiras e mais caveiras]

Como sempre, sou o tipo de pessoa que é capaz de passar horas e mais horas dissertando sobre uma simples vestimenta, contudo, desta vez, não farei isso. Acredito que não haja necessidade de muitas explicações.
Farei, apenas, um único comentário: estou arrependida de não ter colocado meu chapeuzinho lindo, de penas, na cabeça.
A verdade é que eu estava animada, não sei por qual motivo, e resolvi fazer algo diferente. Por que não fazer uma bobagem, quando se tem tempo suficiente para tal?